Para refletir antes das festas de final de ano:
O Corvo e a Ovelha:
Um impertinente corvo aboletou-se nas costas de uma ovelha. A ovelha, muito a contragosto, o carregou para cima e para baixo durante um bom tempo, mas acabou dizendo, "Se você tratasse um cachorro assim, já teria recebido dos seus dentes afiados o que merece".
Ao que o corvo respondeu.
"Desprezo o fraco, e obedeço ao forte. Sei a quem posso intimidar e a quem devo adular e assim espero viver até ficar bem velho." (FÁBULAS, Esopo, Século VI a.C)
Destemidos peleadores do sucesso, que conclusão se pode chegar após a leitura dessa fábula milenar, a meu ver, não outra senão a de que se queremos ser respeitados no meio em que vivemos devemos ser fortes e demonstrar esta intensidade.
Na vida, como nos negócios, não existe lugar para ovelhas, ou melhor, até existe, o de subserviência, de mediocridade, a de capacho dos lideres, imagino que não seja este o seu perfil.
O mundo atual está muito certinho, na verdade existe uma cortina cinza de "politicamente correto" que não demonstra à realidade, sim, a contrafação da sociedade passa despercebida dos holofotes e dos grandes tópicos jornalísticas.
Comemoramos a Copa do Mundo e as Olimpíadas brasileiras sem no preocupar a que preço estas custarão à nossa pátria mãe gentil, simplesmente fechamos os olhos para as conveniências que estão ocorrendo na CBF e nos demais órgãos responsáveis pelos eventos.
Em minha ótica parece que viramos todos ovelhas, nos acostumamos a dar guarida às gralha, será mesmo este o papel do povo brasileiro?
Quanta falta faz termos mais sangue em nossa história, o Brasil foi forjado a tratados, sempre prevalecendo o interesse dos maiores... faltaram mais revoltas, faltou uma guerra pela independência.
Onde vou chegar com o texto? Por certo não estou a incentivar um levante ou uma manifestação popular, elas não acontecerão no Brasil. Prefiro acreditar que a coluna faça os amigos leitores – que em nada se parecem com o animal de lã – mostrarem os dentes para a concorrência, não aceitarem calados os desmandos governamentais e muito menos permitir que os corvos habitem seus dorsos.
Sucesso, Sempre!





