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Por falta de recursos, Centro Cultural Marcelo Breunig fecha suas portas

Destaque Por falta de recursos, Centro Cultural Marcelo Breunig fecha suas portas

A falta de reconhecimento e de apoio financeiro preocupa quem vive para fomentar a arte e a cultura em Campo Bom. O Centro Cultural Marcelo Breunig, localizado na região central da cidade, era um dos poucos espaços que recebia apresentações de música, dança, poesia e teatro sem fins lucrativos. No entanto, antes que as contas se tornassem dívidas diante da falta de recursos, os gestores decidiram encerrar as atividades. “Resistimos por muito tempo enfrentando todo e qualquer tipo de desigualdade. Mas a falta de recursos não nos permitiu prosseguir”, comentou Denian Balon, gestor e ex-presidente do Centro Cultural que completaria 16 anos em 2019.
Fundado em 24 de maio de 2003, o Centro Cultural recebeu o nome do líder estudantil campo-bonense Marcelo Breunig, assassinado em 2001. Com a filosofia cultural defendida por Marcelo: um espaço de debates, leituras, exposições, shows de bandas, saraus; aberto a participação de todos. Atualmente o local abrigava a União dos Estudantes de Campo Bom. Além de três projetos culturais: Garagem Aberta (destinado a promover bandas e músicos que não encontram espaço para tocar); Sarau Noite na Taverna (que aborda temas controversos e obras literárias) e o Espaço Bombardeio Revolucionário Alternativo Cultural (BREAC) (destinado a promover e divulgar a cultura hip-hop).
A bilheteria pequena, associada à falta de apoio financeiro, bateu de frente com a necessidade de manutenção do espaço e as contas a pagar. O Centro Cultural, como qualquer empreendimento privado, não está isento dos impostos. “A gente paga todos os impostos, como luz e água além do aluguel. O que é correto. Mas não estamos dando conta. Nós temos um público fiel, mas nossa bilheteria ainda é muito pequena. Os ingressos sempre foram cobrados no valor de R$ 10,00. Valor que era dividido, metade ficava com a banda e, com a outra parte, tínhamos que arcar com todos os gastos”, revela Balon. Para contornar a situação, uma vaquinha virtual foi criada, mas as doações não chegaram a 60% do valor necessário para a realização de melhorias na rede de tubulação do local.
O gestor da Casinha, como era carinhosamente chamado pelos frequentadores, lamenta a situação e diz que é preciso perceber a relevância dos espaços na cidade. “Esses espaços [culturais] não são meramente comerciais. Embora a gente precise de grana, a gente não é restaurante. Oferecemos um serviço para a população. Fomos a vanguarda daqueles que veem a cultura como instrumento de transformação social, produção de conhecimento e de história”. Ainda de acordo com Balon, os projetos sociais e as atividades nas escolas irão prosseguir. “Quem sabe daqui um ou dois anos nós não reabrimos o espaço em um outro local? É este o nosso intuito”.

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