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Prazo de início das obras não é cumprido e tratamento de esgoto segue estagnado

Obra foi anunciada em fevereiro deste ano, na prefeitura de Campo Bom Arquivo/AG Obra foi anunciada em fevereiro deste ano, na prefeitura de Campo Bom

Na tarde do dia 16 de fevereiro deste ano, a prefeitura de Campo Bom convocou uma coletiva com a imprensa e autoridades para fazer um anúncio esperado há muitos anos pelos campo-bonenses. O prefeito Faisal Karam e o diretor-presidente da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) Flávio Ferreira Presser anunciaram em alto e bom som aos presentes que a obra de esgotamento sanitário estava prestes a acontecer. “A implantação das redes de esgoto é fundamental para a nossa comunidade, por isso estávamos ansiosos por esse pontapé inicial”, chegou a comemorar, na ocasião, Faisal.

Corsan nega anúncio do início das obras

Passados mais de três meses da data em que as máquinas deveriam ser ligadas, nada foi feito. A reportagem do AG buscou, junto à Corsan, através da sua assessoria de imprensa, explicações para o atraso do início das obras, que inicialmente deveriam durar 36 meses. A estatal nega que no dia 16 de fevereiro o anúncio da obra foi feito e sim a previsão do lançamento da licitação para a realização da obra, porém, no site da Corsan, um release publicado no dia 17 de fevereiro, anunciava justamente o início da obra de esgotamento sanitário. Em contato com a prefeitura, foi informado à reportagem que é aguardada manifestação da Corsan com relação ao início das obras.

Investimento

O investimento inicial, anunciado na coletiva, era de R$ 10.599.620,00, que seriam divididos entre o município, através do Fundo Municipal de Gestão Compartilhada e a Corsan. Porém, com a demora do lançamento da licitação e o início da obra, o valor aumentou. “A Corsan está revendo o orçamento da obra de implantação de redes coletoras de esgoto no município de Campo Bom, devido à inflação registrada nos últimos meses e como forma de atualizar os valores. A obra será realizada com recursos próprios da Companhia e seu valor deve ser de aproximadamente R$ 12 milhões”, justificou a Corsan.

Cidade perde recursos

O início das obras de tratamento de esgoto doméstico estava previsto para 2014, porém, um entrave entre município, Corsan e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) acabou atrasando o processo. Na época, Campo Bom tinha à disposição um recurso em financiamento de R$ 78 milhões, o que permitiria a conclusão integral de toda a rede. O motivo alegado pela Fepam foi que a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) na área projetada por Campo Bom, localizada no bairro Mônaco, se tratava de uma Área de Preservação Ambiental (APP), o que inviabilizou o projeto. “Infelizmente acabamos perdendo esse recurso que serviria para concluirmos toda a rede de esgoto da cidade”, lamentou o prefeito Faisal karam.

Última modificação emSegunda, 11 Julho 2016 13:54
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