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Ensino Médio em Tempo Integral: Fernando Ferrari é uma das três escolas da região que oferecem a metodologia

Destaque Ensino Médio em Tempo Integral: Fernando Ferrari é uma das três escolas da região que oferecem a metodologia Angélica Spengler/AG

A Escola Estadual de Ensino Médio Fernando Ferrari, é uma das doze instituições de ensino do estado que começaram o ano letivo de 2018 com a implantação do Ensino Médio em Tempo Integral. A instituição, que conta atualmente com mais de 380 estudantes, foi uma das primeiras no Estado aprovadas em um processo seletivo pelo Ministério da Educação, onde recebeu um cronograma estabelecido pela Secretaria de Educação Básica (SEB) e foi apta a receber recursos do governo federal, por meio de repasses para o estado. Na região além da instituição campo-bonenses o Instituto de Educação Sapiranga de Sapiranga e o Colégio A. J. Renner de Montenegro oferecem a modalidade.
Segundo o MEC, as instituições de ensino devem atender pelo menos quatro critérios de infraestrutura exigidos: ter biblioteca ou sala de leitura, no mínimo oito salas de aula, quadra poliesportiva, vestiários masculino e feminino, cozinha e refeitório.
“A implantação do Ensino Médio em Tempo Integral vai ao encontro das necessidades dos alunos. Na nossa comunidade os adolescentes buscam uma qualificação para o seu futuro profissional e tenho certeza que as mudanças no currículo estão acrescentando na formação deles”, destaca Maristela Brentano, Diretora da Escola Fernando Ferrari.
De acordo com Maristela, inicialmente o tempo integral foi implantado para os alunos do 1º ano do ensino médio, em 2019 o projeto foi ampliado, abrangendo o 2º ano também. “O processo foi gradativo, a estimativa é que em 2020 o 3º ano seja integral também”.

ENSINO MÉDIO EM TEMPO INTEGRAL

O Rio Grande do Sul iniciou o ano letivo de 2019 com mais nove escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. As instituições se somam às outras 12, implantadas em 2018, que são mantidas com recursos provenientes do Ministério da Educação (MEC). A Escola Fernando Ferrari está entre as doze primeiras do estado a oferecer a metodologia.
O programa foi lançado junto com a Reforma do Ensino Médio em 2016, e prevê a ampliação das matrículas em turno integral no País. Os estados recebem do governo federal R$ 2 mil anuais por aluno matriculado nas instituições de ensino que participam do novo modelo. O valor corresponde a cerca de 50% a 70% do custo adicional gerado por este modelo de educação e pode ser destinado a cobrir despesas de manutenção e desenvolvimento das escolas participantes.

NA PRÁTICA

Além das disciplinas regulares, no Integral tem o Projeto de Vida, que consiste em compreender o passado, vivenciar o presente e projetar o futuro na vida pessoal e profissional. Os alunos também trabalham em Projeto de Pesquisa e Projetos de Intervenção, com melhorias no espaço escolar, na comunidade e no mundo de trabalho a partir do olhar do aluno.
Segundo a Diretora, são aplicados estudos orientados com o auxílio dos professores. “Todos os conteúdos são trabalhados em sala de aula, para que o aluno possa otimizar o tempo. As atividades ocorrem em time, tendo o aluno como protagonista e com estímulos para pesquisa e interação com as novas tecnologias”, explica Maristela.
O professor de filosofia e Projeto de Vida, Elson Selch, afirma que os resultados são perceptíveis. “Estamos preparando o aluno para século 21, para o mercado de trabalho, para a vida pessoal e para enfrentar os desafios como Enem e vestibulares. Eles aprendem a se relacionar e respeitar o outro” destaca.

ENSINO AMPLIADO

O Ensino Médio em Tempo Integral é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h15. Os alunos tomam café, lancham e almoçam na escola. O diferencial entre o ensino médio integral e regular é o tempo dedicado aos estudos, metodologia, e competências sócio emocionais, que são trabalhadas nos dois turnos de aula. “O integral não trabalha os conteúdos isoladamente, mas por área de conhecimento com atividades integradas. Está aberto para todos os interessados”, afirma Maristela.

APRENDIZADO PARA O FUTURO

Para a estudante do 2º ano do ensino médio, Ana Maria Sparrenberger, de 16 anos, o novo currículo estimula o conhecimento. “Estou achando maravilhoso. As matérias nos incentivam a pensar em cursar a universidade e a ter um futuro profissional de qualidade”, afirma.

Brenda Quadra Silva de 16 anos, destaca que além de favorecer a criatividade e estimular a vontade de aprender, a nova modalidade de ensino melhora a convivência entre os estudantes. “Ao conviver mais com os colegas ficamos unidos e mais próximos dos professores. Eu estou adorando”, diz.

Já para Marcelo Rama, aluno do 2º ano, os principais diferenciais são a quebra da barreira entre alunos e professores e liberdade de criação. “Aqui temos a oportunidade de trazer coisas do nosso cotidiano para serem debatidas na sala de aula. Podemos sugerir temas e isso estimula a sempre estarmos pesquisando e ficarmos atentos a tudo que acontece no mundo”, comenta.

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