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Estudantes depredam ônibus e causam prejuízos à empresa

Empresário lamenta reprovação de projeto que previa advertências à alunos envolvidos em depredações e agressões AG Empresário lamenta reprovação de projeto que previa advertências à alunos envolvidos em depredações e agressões

Bancos rasgados, paredes pichadas, agressões e intimidações, atos praticados por alguns alunos da rede municipal de ensino, fazem parte do cotidiano do transporte público estudantil. Motoristas e direção de empresa, Secretaria Municipal de Educação, Poder Executivo e Legislativo discutem o assunto para buscarem uma solução para esta grave realidade.

Nesta semana, a reportagem do AG conversou, com exclusividade, com Antônio Carlos da Silva, proprietário da empresa Viação Campo Bom, empresa responsável por fazer o transporte dos alunos e a Secretária Municipal de Educação, Simone Schneider. Em comum, eles se posicionaram a favor de criar punições e tratar com maior rigidez esses atos.

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PROJETO É REPROVADO NA CÂMARA

Na sessão do dia 24 de julho, o Poder Executivo enviou para a Câmara um aditivo a uma lei já existente, onde incluía advertências aos responsáveis pelos alunos infratores, encaminhamento ao Conselho Tutelar e, em caso de reincidência, o benefício do passe livre poderia ser suspenso. A matéria não convenceu a maioria dos vereadores, que derrubaram o Projeto de Lei por 6 votos a 4. Votaram contra os vereadores Joceli Fragoso (PTB), Cirano Cardozo (PP), Flávio de Andrade (PP), Sandra Orth (PSDB), Jerri Moraes (PMDB) e Deoclécio Schüetz (PMDB). A favor votaram os vereadores João Paulo (PMDB), Paulo Tigre (PMDB), Victor de Souza (PCdoB) e Tiago Souza (PCdoB).

“ISSO É DAR UM VOTO A FAVOR DA IMPUNIDADE”

Contrariado com o resultado na Câmara, Antônio Carlos da Silva, proprietário da Viação Campo Bom, se manifestou: “Por isso estamos nesta situação. Nossos ônibus estão cada vez mais depredados por ações desses estudantes. Votar contra esse projeto é dar um voto a favor da impunidade”.
Alguns alunos usam estiletes para rasgarem os bancos. Canetinhas e outros produtos são usados para marcarem nomes e desenhos obscenos nas paredes. “Em alguns casos os motoristas até tentam intervir, mas acabam sendo ridicularizados por alguns estudantes. Inclusive já agrediram um motorista, jogando objetos nele”, relata Silva. Em algumas situações a Brigada Militar teve que intervir para acalmar os ânimos.
Para o proprietário, o projeto enviado para a Câmara está dentro das conformidades e dos anseios da empresa e não vê abuso de rigor nas punições. “Vejam que a matéria primeiro prevê duas advertências aos autores das infrações. Depois disso, em caso de reincidência, o benefício é cortado”, opina.

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SECRETÁRIA RELATA AGRESSÃO A ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS

A secretária Simone Schneider também se manifestou a favor das advertências e punições. Ela relatou um caso de agressão a um aluno com necessidades especiais. “O pai deste aluno registrou um Boletim de Ocorrência em março, por seu filho ter sido agredido, dentro do ônibus quando retornava da aula. Em seguida, o pai nos procurou, trouxe o BO e fez um registro com nós, pois considerava um absurdo ter que tirar seu filho do transporte em função disso. Fomos até a escola e conversamos com os alunos usuários do passe livre, quando relataram inúmeros problemas dentro dos ônibus, como: puxar a mochila do colega quando vai sair do ônibus, passar rasteiras, colocar a cabeça para fora do ônibus, debochar das pessoas que estão dentro do coletivo e mexerem com quem está passando na rua”, destacou a secretária.

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