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Simone Schneider quer uma educação focada no desenvolvimento dos alunos

Secretária lidera uma grande reestruturação pedagógica e cultural AG Secretária lidera uma grande reestruturação pedagógica e cultural

Dona de um currículo invejável, Simone Schneider, Secretária Municipal de Educação de Campo Bom, aceitou o convite do prefeito Luciano Orsi e largou a sua vida de professora de português na China, onde vivia com o marido, Paulo Schneider.

A frente de uma das pastas mais importantes do governo de Orsi, Simone vem implantando a sua metodologia de trabalho desde o primeiro dia de trabalho. Nesta semana ela conversou, com exclusividade, com a reportagem do AG e avaliou os primeiros 60 dias de trabalho e também projetou o futuro da educação campo-bonense.

A Gazeta - Como a senhora avalia esses primeiros 60 dias de trabalho frente à Secretaria de Educação?
Simone Schneider - Os primeiros 60 dias de trabalho foram, literalmente, de muito trabalho, de organização e reestruturação da secretaria, das escolas e dos centros educativos, de conversa com professores, equipes diretivas, pais e comunidade.

AG - A cidade ficou conhecida nos últimos anos pelos muitos prêmios conquistados na área da educação. Mesmo assim, logo que chegou, a senhora liderou uma grande reformulação da secretaria. Fale sobre isso.
Simone - A reestruturação da secretaria se deu em dois departamento: o pedagógico e o cultural. Os demais departamentos foram mantidos com a mesma estrutura, apenas reduzimos um pouco o número de pessoas. A reestruturação ocorreu de forma mais intensa no departamento pedagógico, cuja escolha se deu observando a formação do professor na área, com práticas recentes de sala de aula, porque é um dos departamentos mais importantes para que se atinja a meta principal que é a qualidade no ensino. Acreditamos que um professor com formação na área, experiências recentes dentro das escolas, em especial na sala de aula, tem muito a contribuir para orientar as práticas pedagógicas do professor. Quem sabe fazer tem mais facilidade para orientar. Esse trabalho, hoje, é realizado pelo profissional de carreira do município. Precisamos preparar o aluno, desde a educação infantil, que é a base para o seu sucesso no ensino fundamental, quanto à leitura, à escrita, ao raciocínio lógico matemático... Enfim, desenvolver as suas capacidades, habilidades e potencialidades como um todo. Ele precisa concluir o nono ano com plenas condições de enfrentar os desafios da sociedade, da vida adulta e do mundo que o cerca. O departamento de cultura também foi reestruturado, pois o pedagógico e a cultura seguem na mesma linha, uma vez que cultura é conhecimento, social, histórico, geográfico... é desenvolvimento de habilidades, potenciais, descoberta e valorização de talentos. Enfim, destacamos que o nosso foco é o aluno, é o sucesso dele que nos interessa, por isso o investimento no pedagógico, seja na secretaria, seja para os professores, seja nas escolas.

AG - Quando a senhora assumiu a pasta, qual era a maior reivindicação dos profissionais?
Simone - Ouvimos um bom número de professores. Alguns nos procuraram, outros nos mandaram mensagens. Havia a necessidade de se manifestar. Todos reivindicavam mudanças, principalmente no setor pedagógico; transparência; atenção às demandas das escolas, identificando as necessidades de cada uma. Fizemos inúmeras mudanças nas escolas, quanto às equipes diretivas, professores organização de espaços, com reestruturação do CEU e do CME, espaços esses que estavam em funcionamento, sem uma proposta pedagógica coerente. Destaco que a mudança das equipes diretivas foi um pouco mais democrática, em especial, no Ensino Fundamental, em que os diretores puderam sugerir a composição das equipes com base em critérios como experiência de sala de aula, formação e bom relacionamento com colegas, alunos e pais.

AG - Quantos Cargos de Confiança tinham e quantos tem agora na Secretaria de Educação?
Simone - Falar em CCs na Educação é falar também em CCs nos projetos de contraturno e nos Centros Educativos, uma vez que não há concurso público para oficinas específicas, como também muitas vezes uma oficina é temporária. Somando todos esses espaços e a SMEC, reduzimos de 38 CCs para 27, até este momento, mas temos consciência de que este número deve ser reduzido mais.

AG - Quais serão as principais mudanças que a população notará na educação de nossos alunos?
Simone - A população notará um aluno mais envolvido, comprometido e participativo na aprendizagem, alfabetizado, uma vez que temos índices significativos de alunos não alfabetizados no Ensino Fundamental, domínio da leitura e da escrita, além do desenvolvimento do raciocínio lógico matemático. Com oportunidade de aprimorar o inglês, explorar os recursos da informática e conhecer aspectos básicos profissionalizantes. Um aluno com acesso à informação.

AG - Os projetos de contraturno serão mantidos?
Simone - Não só mantidos como também aprimorados e reestruturados, visando sempre o porquê e o para quê, pois acreditamos que os projeto de contraturno devem ter cunho pedagógico e ser uma complementação na formação do aluno. Estamos revendo e oferecendo formas diferenciadas de reforço escolar, elaborando projetos que aprimorem a língua inglesa, diferentes modalidades esportivas e oficinas com acesso à música e à cultura gaúcha.

AG - Como a senhora avalia a estrutura de nossas escolas?
Simone - Ainda não posso avaliar as escolas como um todo, porque estou conhecendo uma a uma, conversando com os professores, visitando-as e identificando as suas necessidades. Posso dizer que temos muito a fazer, em especial, quanto à estrutura.

AG - Uma das propostas de campanha do atual prefeito foi diminuir o déficit de vagas nas creches. Como está esta situação?
Simone - As inscrições da educação infantil, Niveis 1 e 2 ocorreram na semana passada e a listagem foi anunciada na última segunda-feira. Não podemos ainda fazer um comparativo, em números, com o ano de 2016, mas não conseguiremos atender a todos neste primeiro ano da administração. Destacamos que, nesta seleção, os critérios foram realmente respeitados. Como você disse, uma das propostas de campanha é diminuir o déficit. Para isso, já elaboramos um plano de ação para construir mais salas e escolas de educação infantil para 2018.

AG - O que a senhora espera para o ano letivo que está se iniciando?
Simone - Eu espero um ano de muito trabalho, mas de muitas realizações para nossos professores e, em especial, para nossos alunos. Um ano de luz, de sabedoria, de conhecimento, de paciência, de otimismo, de persistência, de dedicação, de trabalho em equipe, de estudo e de amor. Amor pelo que se faz! Que consigamos trabalhar conversando com as pessoas, olhando olho no olho para resolvermos, com respeito às demandas da educação e às leis. Estamos todos juntos por um novo caminho!

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