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O fato que destruiu 30 anos de história do Legislativo da cidade

A Gazeta reportou o fato em 1988 Reprodução/AG A Gazeta reportou o fato em 1988

Por volta das 18h, do dia 21 de abril de 1988, um homem com as iniciais N. M., de 25 anos, se dirigiu a Câmara de Vereadores de Campo Bom. Na época, o Legislativo funcionava na avenida Brasil, 3054, junto a Galeria do Comércio. Munido de um regador cheio de gasolina, o rapaz subiu pelas escadas até o sexto andar, onde se localizava a Câmara. Após ter banhado o local com combustível, ateou fogo e fugiu.

Jair Reinheimer, vereador pelo MDB que na época exercia o seu primeiro mandato, relembra o caso que marcou a política campo-bonense. “Eu era proprietário de uma lancheria quase em frente ao prédio da Câmara. Quando o fogo iniciou, corri para ver o que era. Como ele havia colocado gasolina até nas escadas, os servidores tiveram dificuldades para sair”, contou.
Após colocar fogo, o homem correu em direção à Praça João Blos para se abrigar e assistir as chamas consumirem o legislativo, até que um garoto o denunciou.

INCENDIÁRIO MOSTRA DESEQUILÍBRIO MENTAL

Na delegacia, o autor do incêndio sinistro justificou a sua ação. “Eu sou Deus e quero ser presidente do Brasil. Como nunca me deram atenção, resolvi colocar fogo na Câmara”, disse, com visíveis sinais de desequilíbrio mental, às autoridades policiais.

Dias antes de provocar o incêndio, o autor do crime esteve na Câmara procurando o então vereador Giovani Feltes. Na ocasião, ele pedia uma audiência com o Presidente da República José Sarney e o Deputado Federal Ulysses Guimarães, que então lançaria a sua candidatura à presidência, história fruto de sua insanidade mental. Após prestar depoimento ao delegado Jairo Lopes, o homem foi recolhido ao Presídio Central.


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