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Presidente da Câmara retira projeto de lei após polêmica

Destaque Presidente da Câmara retira projeto de lei após polêmica
Após a grande polêmica negativa da população campo-bonense ao projeto protocolado pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores na última segunda-feira, o Projeto de Lei Legislativo 15/2019 foi retirado de votação no final da manhã de hoje (15). O valor estipulado no requerimento era de R$ 616,00, o que geraria uma despesa anual de R$221,7 mil.
 
Procurado pela nossa reportagem, o Presidente da Câmara de Vereadores  Paulo Tigre (MDB), defendeu o projeto: "O vale alimentação, instituído pela Lei 3539 do ano de 2010 tem dotação orçamentária e já é previsto no orçamento anual da Câmara. Da mesma forma que a Prefeitura Municipal trabalha em regime de 30 horas semanais e concede o vale alimentação aos seus funcionários, a Câmara de Vereadores nada mais fez do que regulamentar algo que já estava em vigor. 
Tendo em vista a necessidade de discutir mais esse assunto, o projeto será retirado de votação", disse.
 
O Jornal A Gazeta também ouviu vereadores que integram a Mesa Diretora, que se mostram contra o projeto de lei.
 
João Paulo Berkembrock (MDB): "A minha opinião, enquanto vice-presidente da Câmara de Vereadores, é diferente do meu posicionamento como vereador exercendo a política representativa dentro do plenário. Quando os servidores procuraram a presidência, o presidente solicitou que o projeto fosse feito. Após isto, o mesmo foi colocado para apreciação. 
Acredito que é desta forma que deva ser feito, uma vez que o plenário da Câmara de Vereadores é soberano e representa as pessoas. 
Neste projeto eu, vereador, sou contrário, por acreditar que os servidores da casa tenham boas condições de se alimentarem com os seus salários. 
Caso o projeto chegue ao plenário, com certeza irei votar contra, assim como todo e qualquer benefício, ainda mais se tratando de cargo político, pois quem paga a conta é a população"
 
Alexandre Hoffmeister (Progressistas): "Eu sou contra o projeto de lei, desde que ele foi apresentado".
 
Tiago Souza (PCdoB): "Primeiro gostaria de deixar bem claro que não sou autor deste projeto, e sou totalmente contra esta proposta. A proposta partiu exclusivamente do presidente Paulo Tigre, e em NENHUM momento me consultou sobre o assunto. Como ele não poderia apresentar sozinho o projeto, elaborou todo ele e protocolou em nome de toda mesa diretiva. Quando tive conhecimento disto, no mesmo momento me neguei a assinar tal projeto absurdo. Os demais colegas já haviam assinado, mas os motivos deles eu não sei, só sei que de imediato disse que não assinaria. Mesmo assim, o presidente deixou no sistema como autoria da mesa. A retirada do projeto por parte dele foi o mínimo que ele poderia ter feito".
Última modificação emSexta, 15 Março 2019 17:36
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