Entrar

Filhos do coração: O Apadrinhamento Afetivo

Destaque Filhos do coração: O Apadrinhamento Afetivo Divulgação

Na segunda matéria da série “Filhos do Coração”, vamos falar sobre a disseminação do amor em Campo Bom através do Apadrinhamento Afetivo do Abrigo Institucional Querubim, antiga Casa de Passagem. Criado por oito amigos, a iniciativa é referência no trabalho com crianças abrigadas.

Está completando oito anos de implementação em Campo Bom, conforme a Lei Municipal 3.910, o programa de apadrinhamento afetivo, que proporciona a crianças e adolescentes em situação de abandono uma oportunidade de construírem laços afetivos e uma convivência familiar. A entidade pioneira na região, hoje conta com 23 padrinhos homologados, e, sete em processo de habilitação que atuam no Abrigo Institucional Querubim destinada a crianças de 0 a 18 anos, que antes viviam em situação de vulnerabilidade social. A casa é mantida pela Prefeitura de Campo Bom e o projeto é idealizado por voluntários.
Os padrinhos podem visitar os afilhados regularmente na instituição de acolhimento, acompanhá-los em eventos e atividades, realizar passeios, viagens ou, ainda, levá-los para dormir em casa. O padrinho se torna uma referência para o jovem quando atinge a maioridade. “Ser padrinho ou madrinha implica disponibilidade de tempo e afeto para se dedicar ao afilhado uma vez a cada 15 dias. Seja para levar para casa em um final de semana ou para oportunizar um lanche ou um cinema à criança”, diz a madrinha Stella Maris Mayca.
A comerciante que há sete anos participa da iniciativa ressalta que o apadrinhamento consiste em, periodicamente, conviver com uma criança. “Importante ressaltar que o participante será padrinho do Abrigo e não de uma criança específica, podendo haver o rodízio de crianças em cada visita”, explica.

LAÇO AFETIVO
Uma vontade de distribuir amor. Este é um dos sentimentos que move quem decide se tornar um padrinho afetivo. A calce Marli Pinheiro,51 sentiu que estava na hora de oferecer esse carinho que surge espontaneamente. Foi então que ela resolveu aceitar o convite para participar do apadrinhamento. “Entrei pensando que iria dar carinho, atenção e quem recebeu foi eu. Recebo amor, cumplicidade e uma troca de afeto que realmente não esperava. Apadrinhar é distribuir amor”.
É uma chance de criar um novo laço afetivo. Laço que Anália Goreti da Silva, advogada e idealizadora do apadrinhamento em Campo Bom, faz questão que seja duradouro, para a vida toda. “É muito emocionante fazer parte disso. Poder proporcionar para eles momentos em família, de muito amor, de muito carinho. O que a gente espera com esse apadrinhamento é que lá na frente, quando eles estiverem maiores possam ter boas lembranças do convívio conosco”, diz Anália, que completa, “Para apadrinhar uma criança, o requisito principal é querer e principalmente zelar pela criança”, destaca.

COMO APADRINHAR
Os documentos necessários para apadrinhar são: Identidade e CPF, Certidão de Nascimento ou Casamento, comprovante de residência, atestado médico de sanidade física e mental, certidão criminal e fotos atual da família. “Se o interessado cumprir todos os requisitos, ele estará apto a participar do projeto”, destaca.
“Após entregarem a documentação, nós encaminhamos para o Fórum, onde acontece a análise dos dados. Este processo leva em média seis meses”, explica Stella. Mais informações podem ser adquiridas através do telefone (51) 3597-1532.

APADRINHAMENTO X ADOÇÃO
De acordo com o que preconiza a Lei Municipal 3.910, que regulamenta a iniciativa, podem apadrinhar: campo-bonenses maiores de 18 anos não inscritos nos cadastros de adoção, desde que cumpram os requisitos exigidos pelo programa de apadrinhamento. Caso se enquadrem nas exigências, os padrinhos e madrinhas, mesmo sem a responsabilidade da guarda, passam a acompanhar o desenvolvimento dos apadrinhados na instituição de acolhimento, se tornando uma referência familiar para eles. Para a Promotora de Justiça Letícia Pacheco de Sá, esta convivência familiar pode levar os padrinhos a se sentirem responsáveis únicos pelo desenvolvimento cognitivo, social, moral, educacional e até financeiro do acolhido, mas isto não pode ser confundido com uma adoção. “O apadrinhamento é um processo completamente diferente da adoção, tanto que para se candidatarem ao programa, as pessoas interessadas não podem estar cadastradas como pretendentes a adotar. Isto reduz a chance de acreditarem que apadrinhar alguém pode garantir alguma vantagem no processo de adoção tradicional, funcionando como um atalho ou uma forma de se escolher este mesmo alguém para adotar”, destacou.

ADOÇÕES TARDIAS
Conforme a Promotora, podem ocorrer exceções quando se trata do apadrinhamento de crianças ou adolescentes que não estão entre os mais procurados nos processos de adoção. “O objetivo do apadrinhamento é proporcionar aos acolhidos uma autonomia social, a chance de estabelecer novas trocas sociais a eles, que serão inseridos em novos contextos sociais fora da instituição onde vivem. Porém, algumas adoções tardias podem acontecer naturalmente a partir de um apadrinhamento, quando há uma sensibilização entre as partes, levando os mais velhos ou que tenham alguma deficiência a despertarem nos padrinhos a vontade sincera de aumentar o vínculo afetivo, buscando-os a adotar. Nestes casos de exceção, por envolver acolhidos que, normalmente, estão à margem da lista de procura por adoções, o processo, mesmo cumprindo todos os trâmites previstos pela legislação, pode ocorrer de maneira mais facilitada”, ressaltou a Promotora, que ainda frisa que nestes casos o padrinho deve solicitar o afastamento do programa.

Sportbook sites http://gbetting.co.uk/sport with register bonuses.